13.11.09

história da vida de Teresa Leite

Com três anos foi à Berlenga onde, já na altura armada em esperta, seguiu o irmão mais velho pelo mar a dentro.
A dada altura repara que ar ali... não há. "Oxigénio, porque me abandonas-te?" (drama, muito drama).Pensando sobre o assunto repara que, se calhar (só se calhar), isso deve-se ao facto da agua estar a uns centímetros do topo da sua cabeça.
Visto isto à que pedir ajuda.
Para isso nada melhor do que tirar a tanga ao senhor que se encontrar mais próximo. Taraaam. Sã e salva. O homem? Envergonhado e heróico (se é que se pode ser as duas coisas ao mesmo tempo).

23.9.09

- “Olá eu sou o Manel!”
O filho da Rosa Maria, aquele que trabalha na padaria da Celeste, irmão do mecânico da 5º rua. Este é o Manel.
Todos os dias sai de casa, desce a rua na sua bicicleta amarela e vai fazer pão. São 5.30h da manhã. Lá vai ele, sorrindo para as caras familiares. Mas, apesar do seu sorriso (que combina com a bicicleta), na verdade, o Manel hoje vai triste. Apesar da sua bicicleta amarela, da camisa vermelha, das calças azuis e claro, das meias vermelhas a condizer com a camisa, indicarem exactamente o contrario. Quem olha para aqueles três borrões de cor a descer a rua a (alguma) velocidade, não repara, a menos que de uma bruxa ou de qualquer outro ser punível no santo ofício se trate, na tristeza do Manel.
O porquê dele estar triste? – Não sei, mas posso tentar. Quando há falta de evidências nada melhor do que recorrer a uma LISTA.

Ora bem…


O Manel tem:
-23 anos
-casa
-sabedoria no pão
-emprego no pão
-uma obsessão no pão
-uma bicicleta amarela, que só não é preta porque o amarelo lhe faz lembrar o pão.

O Manel não tem:

-gosto na combinação cromática (o Manel é forte, pode viver sem isso)
-gripe A?
-uma Maria!


O Manel não tem uma Maria, todo o Manel necessita uma Maria. Nada mais obvio.
Descoberta a razão da sua tristeza está já Manel de volta do pão.

São 5.30h da manhã. Lá vai ele. A mesma tristeza, igual à 5 dias. Bicicleta amarela, calças vermelhas, camisa e meias verdes. O mesmo desastre cromático.
D. Celeste está à porta da padaria. Tem cara de poucos amigos e dirige-se ao Manel. Fala-lhe em tom zangado, gesticulando abertamente. O Manel foi despedido. Alegadamente, os fregueses queixaram-se do pão não estar com a forma usual, mas com a forma de Marias.
O Manel está devastado, ele queria era uma Maria e isto não no verdadeiro sentido da palavra (Maria = criatura crente em Deus nosso Senhor, que lava, seca e cozinha com bastante eficiência. Regra geral, é adquirida por Maneis.). O Manel queria era uma Maria para lhe puder fazer pãezinhos e bolinhos. Ela ia gostar, se ia. Depois, até podiam faze-lo juntos.

Após longos minutos de depressão o Manel tem uma ideia. Via abrir a sua padaria com pães e bolos em forma de Marias.
Na terra, uma hora depois, já todos sabem do seu despedimento. A D. Maria das Dores acena ao Manel. Depois de uma longa conversa de confirmação de boatos o Manel conta a sua ideia da nova pastelaria. Passaram 5 minutos. Já toda a gente sabe e ideia do Manel e a D. Celeste está chateada.
Com a noticia espalhada e a D. Celeste chateada, o Manel já não pode voltar atrás.

Começaram as obras na garagem.
Com a data de abertura a aproximar-se aparecem alguns sujeitos à procura de emprego. Depois de ouvidos bastantes, dois ou três, candidatos Masculinos, é a vez da única mulher presente. Aproxima-se. Senta-se. Abre ligeiramente a boca, vai falar.
- “Olá! Eu sou a Maria!”
- “Olá! Eu sou o Manel!”

12.9.09



É especial.

25.8.09


A Sara está de boca aberta, a Teresa está de boca aberta.


O Kiki está amuado, a Teresa está amuada.
Há quem coma pão e há quem faça disto, enquanto espera pelo jantar. 8)

26.7.09

30.6.09

Quem mente melhor?!

Num programa Espanhol, queriam comprovar quem mente melhor: se os
homens se as mulheres! Por isso fizeram um casting com miúdos que
comiam um yogurte cheio de sal (sem eles saberem) e tinham que dizer
assim: Yogurtes Glotone! que ricos!!

( Ri-me muito )




27.6.09


Sentido da existência

Hoje estava no carro à espera da minha mãe, a ouvir a banda sonora do filme “Amelie” e, enquanto isso, a pensar qual seria o sentido da vida. Desde à umas semanas atrás que ando a pensar nisso, mas ali naquele momento pareceu-me tudo fazer sentido. Quando ao entrar no carro a minha mãe ligou o rádio e uma música daquelas chatas, que toda a gente conhece, perturbou a minha carinhosa balada de Yann Tiersen, notei a existência de dois mundos. Quando pensei que já estava a vaguear de mais, reparei que talvez estivesse a ir bem. Reparei que havia muitas pessoas no mundo, muitas pessoas com muitas visões diferentes. Pensei também que apenas uma minoria pensará sobre qual o sentido da vida e, por estranho que pareça, fiquei feliz por assim ser. Não queria que partilhassem o que pensam comigo, caso contrário iria ficar ainda mais confusa. Assim como não li com atenção nenhum dos filósofos propostos. Apenas lhes passei os olhos por questões de consciência. Tudo isto porque penso que é difícil pensar pela própria cabeça quando temos uma enxurrada de lemas de vida e moralidade a bater contra nós, vindos de todos os lados. Como posso definir qual é para mim o sentido da vida quando já estou tão influenciada por tudo e todos?

Foi então que pensei nessa influência. Se estou influenciada pelas regras da sociedade não o posso simplesmente negar, fazer de conta que não sei de nada, e procurar um sentido no mais íntimo de mim. Para além disso, a minha vida não está no intimo de mim, está no aqui e agora. Por isso, cheguei à conclusão que aquilo que somos não é apenas nosso, mas também o fruto de uma relação com a sociedade.
Para explicar qual o sentido da vida penso ter de me explicar a mim mesma. Ter de mostrar quem eu sou. Não me sinto capaz de definir o sentido da vida em termos gerais, mas apenas o sentido da minha vida, pois penso que cada ser o manipula de certa forma, até um determinado limite.



Traduzindo,

Primeiramente falando do nascimento, penso que o nascer físico é impreterivelmente diferenciado do nascer pessoal. Para haver nascer pessoal tem de haver, necessariamente, nascer físico. Por outro lado, para haver nascer físico não tem de haver nascer pessoal. Assim, o eu pessoal é dependente do eu físico, logo, a quando a nossa morte a mente morre com o corpo.
O corpo é como o meio de comunicação da alma. Através do contacto do nosso corpo com o mundo ela cresce, desenvolve-se. A alma é dependente de uma relação com a sociedade. De certo, um humano que seja abandonado à nascença numa selva, supondo que conseguia sobreviver, nunca se tornaria uma pessoa. Assim, o nosso eu é formado por uma junção de imensos “eus”. Acredito que cada pessoa que conhecemos deixa em nós algo de si. Portanto, nós somos uma compilação de todas as pessoas, ideias e moralidades com quem contactamos. Através deste contacto a nossa mente desenvolve-se e todas as nossas decisões, apesar de tomadas por nós, têm por base quem somos, ou seja, as pessoas com quem convivemos. “Mostra-me com quem andas, eu dir-te-ei quem és”.

É necessariamente por isso que podemos catalogar a sociedade. De facto, e apesar de sermos todos diferentes, somos também todos semelhantes. Todos seguimos um padrão base que provém da convivência com o outro.
Somos muitas pessoas numa bola pequena do universo. Temos imensas características em comum mas apesar disso, para cada um de nós, o mundo gira à nossa volta. Não o queiramos negar. A verdade é que o meu mundo gira à minha volta assim como o do outro gira em torno do outro.
Apesar de sermos uma junção de outros seres, de nos construirmos a partir deles, o resultado é cada um de nós.

O nosso corpo, enquanto parte orgânica, não poderá restar para sempre. Nem o queiramos desejar. O mundo tem uma lógica, cheia de interligações que atribuo a nenhuma outra entidade que não a natureza. Temos de morrer, apesar de o querermos negar, é uma necessidade dos seres. O nosso corpo desgasta-se neste contacto com o mundo exterior. Apesar da alma continuar cheia de vida, pois está como que salvaguardada pelo corpo, e de desejar incessantemente viver mais, ela nunca poderia viver num corpo morto, pois acabaria por morrer, devido à falta de qualquer contacto.
Assusta-me ainda todas as ideias ligadas ao infinito e ao vazio. Não esquecendo que existe uma condição social, criada pelo homem, à qual chamamos rotina. É para lá que tende tudo o que é feito demasiadas vezes, por demasiado tempo. Assim, não queiramos que a vida se prolongue pelo infinito tornando-se assim uma rotina sem valor algum.
Apesar de toda esta realidade parecer dotada de uma frieza crua e deste nosso tempo limitado, penso que sem estas condições não seriamos mais quem somos. Somos o que somos devido a tudo o que nos rodeia. Sem a mais pequena peça, o puzzle ficaria diferente. É necessária a curiosidade, a adrenalina, a frieza, a tristeza, a alegria. É necessário o fim, o início, o medo, o tempo. Somos necessários por existirmos. Deixamos de o ser porque morremos. Mas podemos ter a certeza, que uma parte de nós fica por ai a construir outro eu. Não quero procurar ideias de imortalidade. Se me quiser tornar imortal é fazendo em vida algo maravilhoso para que o meu nome fique gravado algures. Mas será isso realmente importante? Penso que o importante é o aqui e agora. Não quero ver o futuro, quero viver o presente. Sei que nunca conheci outra forma de vida, esta sou eu, uma rapariga que acredita ser formada por vários outros seres e amo-me enquanto pessoa. Amo a vida porque é maravilhosa, amo a terra porque é maravilhosa, amo o mundo porque é maravilhoso. E não importa saber porque aqui estou para o mundo, nem como surgimos ou nos desenvolvemos. Isso é apenas um acréscimo da nossa alma, para tornar a nossa vida ainda mais interessante, chamado curiosidade. Não importa saber o destino, se souber que até lá chegar vou andar por paisagens deslumbrantes, não importa o resultado se souber que me diverti. Não importa não saber o que quero ser amanhã, se souber o que sou hoje, se souber que sou feliz.

É engraçado como, depois de me questionar sobre o sentido da existência, a grande conclusão a que chego é que ela não tem de ter um sentido. Apesar de conseguir dar uma certa lógica à vida, penso que isso realmente em nada importa. Afinal, estas perguntas, apenas nos fazem ver algo que estava lá, mas em que nunca tínhamos reparado, tal como a filosofia em geral. Agora, apesar de não saber qual é o sentido da minha existência, tenho uma opinião sobre ele. Vá lá, ao menos isso x)

9.6.09





















Já era tempo de por aqui alguma coisa sobre o workshop com os Fura del baus, tenho saudades. Violencia :')








3.6.09



A tua cor acabou.
Apesar da maioria não ter percebido o que era e de às vezes me ter dado cabo dos nervos, valeu a pena.
http://atuacor.blogspot.com

25.5.09



Devia estar a fazer uns gráficos horríveis, mas este Schiele é fantástico.

21.5.09



É nestas alturas que valem a pena todos os treinos cansativos, todos os trabalhos atrasados porcausa dos treinos cansativos 8)
É nestas alturas que me arrependo de ter sequer pensado em desistir.
C.D. Feirense - natação
SÓ somos BI <3

20.5.09



Rua Miguel Bombarda. Aquele ambiente é fantástico.

6.5.09



Metam nos 0:36, a sério.

28.4.09











Vamos fazer Madalenas?

27.4.09





Gusmão, Xanana Gusmão. O nome deste homem dá-me vontade de rir. Gusmão?!

26.4.09







Oh, I love LONDON!

19.4.09




"I can't believe that life's so complex
When I just want to sit here and watch you undress
I can't believe that life's so complex
When I just want to sit here and watch you undress
This is love, this is love, that I'm feeling
This is love, this is love, that I'm feeling
This is love, that I'm feeling"
PJ Harvey